30 perguntas a fazer antes de comprar IA de voz
Todas as demonstrações soam bem. Ponha cada fornecedor à prova com as mesmas chamadas da sua linha, pontue as respostas com os mesmos pesos e as diferenças reais ficam à vista.
Em resumo: o mesmo teste para todos os fornecedores
As demonstrações de IA de voz não são comparáveis. Cada fornecedor escolhe o seu guião, os seus dados de teste impecáveis e um interlocutor bem-comportado. Muitas vezes ganha a demonstração mais cuidada, mesmo quando não se ajusta às suas chamadas.
A solução tem três partes. Envie as mesmas perguntas por escrito a todos os fornecedores, passe todos pelo mesmo cenário de teste, construído a partir da sua linha, e pontue as respostas com pesos acordados antes da primeira demonstração. Este modelo dá-lhe as três. Parte do princípio de que a decisão de comprar já está tomada. Se não for o caso, comece pelo nosso guia para decidir entre desenvolver e comprar.
Como pontuar cada resposta
Envie as 30 perguntas antes da segunda reunião e peça uma prova com cada resposta: um documento, um registo de exemplo, uma cláusula do contrato ou uma demonstração em direto. Ponha duas pessoas a pontuar em separado, uma de operações e outra de compras ou de informática, e discuta cada pergunta em que as duas pontuações difiram em dois pontos ou mais.
| Pontuação | O que o fornecedor apresentou |
|---|---|
| 0 | Sem resposta, ou «conseguimos fazer isso» sem nada que o sustente |
| 1 | Uma resposta oral clara, mas ainda sem provas |
| 2 | Uma resposta escrita, um documento ou uma demonstração parcial |
| 3 | Mostrado no seu cenário de teste comum, ou escrito na proposta ou no contrato |
1. Âmbito e cobertura do preço
Dois orçamentos só são comparáveis quando cobrem o mesmo trabalho. Estas perguntas transformam um preço num âmbito concreto.
| # | Pergunta | O que vale um 3 |
|---|---|---|
| 1 | Que chamadas, intenções, idiomas e canais cobre o orçamento, e quais ficam excluídos? | Uma lista escrita, na proposta, do que fica dentro e fora do âmbito, que corresponda à sua distribuição real de chamadas. |
| 2 | Qual é a unidade de faturação, e como é medida e arredondada? | Uma única unidade definida, a respetiva regra de arredondamento e uma linha de fatura de exemplo para uma chamada típica. |
| 3 | Que custos ficam fora do orçamento? | Telefonia, números, utilização de modelos, integrações e alterações depois do arranque, cada um com o seu preço ou tarifa. |
| 4 | O que acontece quando o volume fica acima ou abaixo do previsto? | Regras escritas para o excedente e para o saldo não utilizado, com faturas simuladas a 50 % e a 150 % do volume esperado. |
| 5 | Quem constrói e mantém o agente, e que alterações depois do arranque estão incluídas? | Um responsável designado para prompts, testes e integrações, e uma regra escrita que separe as alterações incluídas das orçamentadas à parte. |
2. Propriedade dos dados, privacidade e saída
Cada chamada gera gravações, transcrições e campos sobre os seus clientes. Defina quem os controla antes do piloto, e não na renovação. Peça controlos testados, e não apenas declarados. A página de normas de segurança da DRING mostra uma forma de os apresentar.
| # | Pergunta | O que vale um 3 |
|---|---|---|
| 6 | A quem pertencem as gravações, as transcrições, os resumos e os campos extraídos? | O contrato diz que pertencem à sua empresa e limita o uso pelo fornecedor à prestação do seu serviço. |
| 7 | Os nossos dados são usados para treinar modelos que servem outros clientes? | Um «não» por escrito, ou uma cláusula de exclusão no contrato, que abranja também as empresas que fornecem os modelos. |
| 8 | Onde são tratados e armazenados os dados, e que subcontratantes lhes têm acesso? | Uma região concreta e uma lista atualizada de subcontratantes, com o papel de cada um. |
| 9 | Podemos definir prazos de conservação por tipo de dados e ver quem acedeu a um registo de chamada? | Prazos de conservação separados para gravações, transcrições e campos, e um registo de acessos que pode pedir. |
| 10 | Se sairmos, o que levamos connosco, em que formato e em quanto tempo? | Uma lista de saída por escrito: os dados que recebe, o formato, o prazo e o que fica com o fornecedor. |
3. Ligação aos sistemas e registo dos resultados
Um logótipo numa página de integrações diz apenas que a ligação é possível, e não quais os campos que o agente pode ler ou alterar na edição que a sua empresa usa. Peça um mapa de campos e confirme-o no cenário.
| # | Pergunta | O que vale um 3 |
|---|---|---|
| 11 | De que sistemas nossos vai o agente ler dados, e em quais vai escrever? | Um mapa campo a campo para cada sistema (objetos, campos, leitura ou escrita), confirmado face à sua edição e às suas permissões. |
| 12 | O que fica exatamente registado no nosso CRM ou helpdesk depois de uma chamada, e podemos acrescentar campos nossos? | Um registo de exemplo do seu cenário, com resultado, resumo, próxima ação e os seus campos personalizados. |
| 13 | O que acontece quando o registo de dados falha ou um sistema está em baixo durante a chamada? | Quem liga ouve um próximo passo honesto, o registo é repetido sem criar duplicados e uma pessoa é alertada. |
| 14 | Como podem os nossos próprios sistemas iniciar uma chamada e ler o seu resultado? | Serviços documentados para iniciar uma chamada, ver o seu estado e obter o resultado, além de webhooks e de um ambiente de testes. |
| 15 | Que ações pode o agente executar sem a confirmação de uma pessoa? | Uma lista escrita de permissões para cada ação, com cada permissão de escrita ativada só depois da sua aprovação. |
4. Passagem para uma pessoa e controlo
A passagem para uma pessoa faz parte do desenho, não é uma falha. Confirme que o seu colega consegue continuar sem que o cliente tenha de começar do zero, e que a sua equipa consegue parar o agente.
| # | Pergunta | O que vale um 3 |
|---|---|---|
| 16 | Quando é que o agente passa a chamada, e quem define as regras? | Critérios escritos que pode alterar, incluindo o pedido do cliente para falar com uma pessoa, uma verificação de identidade falhada e pedidos fora das regras. |
| 17 | O que vê o nosso colega no momento da transferência? | A identidade de quem liga, o motivo da chamada, os passos já concluídos e a questão em aberto, visíveis antes de o colega falar. |
| 18 | O que acontece quando ninguém da nossa equipa pode atender? | Uma tarefa de chamada de retorno ou um ticket com responsável e hora, criados automaticamente e mostrados no cenário. |
| 19 | Podemos ser nós a pausar o agente? | Um único passo, testado, que para a automação e envia as chamadas para a sua equipa, ao alcance dos operadores que designar. |
| 20 | Como aparecem depois as passagens nos relatórios? | Taxa e motivo de passagem por intenção, e se o colega que recebeu a chamada resolveu o caso. |
5. Testes de qualidade e novas versões
Uma boa primeira demonstração diz pouco sobre a centésima alteração. Pergunte como é que o fornecedor prova que um agente está pronto e que uma alteração não estragou nada. A DRING descreve o seu processo de testes passo a passo. Peça a cada fornecedor que lhe mostre o seu.
| # | Pergunta | O que vale um 3 |
|---|---|---|
| 21 | O que é testado antes da primeira chamada real, e com que material? | Uma bateria de testes construída a partir das suas chamadas, documentos e políticas, com a dimensão, o critério de aprovação e os resultados partilhados consigo. |
| 22 | Quem pontua as conversas de teste, e o que acontece quando os avaliadores discordam? | Critérios escritos, mais do que um avaliador e uma pessoa que revê cada desacordo. |
| 23 | Como é testada uma alteração antes de entrar em produção, e pode ser revertida? | A bateria de testes completa é repetida a cada alteração, que só entra em produção com a sua aprovação, e a versão anterior pode ser reposta. |
| 24 | Como é monitorizada a qualidade em produção depois do arranque? | Uma percentagem definida de chamadas reais pontuada quanto ao resultado e ao cumprimento das regras, e revista consigo com uma periodicidade fixa. |
| 25 | O que acontece quando o fornecedor muda o modelo ou o serviço de voz sobre o qual o agente funciona? | A sua empresa é avisada com antecedência, e a sua bateria de testes é repetida na nova configuração antes de o agente atender uma chamada real. |
6. Telefonia, níveis de serviço e falhas
Uma demonstração no browser deixa de fora a operadora, o áudio telefónico e a central que já tem. Trate a camada de telefonia como uma parte própria da comparação.
| # | Pergunta | O que vale um 3 |
|---|---|---|
| 26 | Podemos manter os nossos números e a nossa central atual? | Um percurso de ligação concreto (reencaminhamento de chamadas, SIP ou portabilidade de números), testado na sua operadora, com o fluxo atual como alternativa de recurso. |
| 27 | Quantas chamadas podem decorrer em simultâneo, e o que ouve a pessoa seguinte que ligar? | Um limite declarado de chamadas em simultâneo e um percurso demonstrado para o excesso: fila de espera, chamada de retorno ou transferência para a sua equipa. |
| 28 | Com que rapidez responde o agente numa linha telefónica, e como foi isso medido? | Um valor medido de ponta a ponta em chamadas telefónicas reais no seu idioma, com o método indicado. |
| 29 | O que acontece quando um componente falha durante uma chamada? | Um percurso de redundância testado que fecha ou transfere a chamada de forma controlada, sem nunca deixar quem liga em silêncio. |
| 30 | Que níveis de serviço constam do contrato, e o que acontece quando não são cumpridos? | Disponibilidade, tempo de resposta do apoio e prazos de notificação de incidentes por escrito, com a compensação prevista e um contacto designado. |
Construa um único cenário de teste com as suas chamadas
As perguntas mostram o que um fornecedor diz. O cenário mostra o que o agente faz. Comece por uma amostra de chamadas recentes, por exemplo as últimas 50, e escolha o pedido mais comum e os momentos que costumam correr mal. Crie registos de teste num ambiente de testes do seu CRM ou helpdesk, com os mesmos campos que em produção.
Partilhe o esquema com todos os fornecedores ao mesmo tempo: intenções, sistemas e registos de teste. Guarde para si as falas exatas de quem liga, para que nenhum fornecedor possa afinar o agente para um guião.
| Momento | Como o preparar | Passa quando |
|---|---|---|
| Chamada de rotina | O pedido mais comum, sobre um registo de teste que existe | A resposta corresponde ao registo e o resultado aparece no sistema de teste |
| Interrupção | Quem liga interrompe a meio da frase e muda o pedido | O agente para, aceita o novo pedido e não recomeça o guião |
| Registo inexistente | Quem liga dá um número de encomenda ou de conta que não existe | O agente diz que não o encontra, pergunta mais uma vez e depois propõe um próximo passo, sem nunca inventar um estado |
| Cliente irritado ou confuso | Quem liga repete-se, levanta a voz ou mistura dois problemas | O agente reconhece o problema, trata uma questão de cada vez e propõe falar com uma pessoa quando as suas regras o preveem |
| Passagem para uma pessoa | Quem liga pede para falar com uma pessoa. Faça o teste uma vez com alguém disponível na fila de teste e outra vez sem ninguém disponível | O seu colega vê o motivo sem ter de voltar a perguntar. Sem ninguém disponível, aparece uma tarefa de chamada de retorno com responsável |
| Verificação do registo | Abra o sistema de teste depois de todas as chamadas | Cada chamada tem o resultado, o resumo e a próxima ação certos, sem duplicados, e a consulta falhada aparece marcada como falhada |
Teste numa linha telefónica real
- Ligue para um número real a partir de um telemóvel, e não de um separador do browser, com alguém da sua equipa no papel de cliente.
- Grave a sessão com consentimento e pontue-a a partir da gravação, não de memória.
- Conte quantas vezes quem ligou teve de repetir alguma coisa, e cronometre a pausa antes de cada resposta do agente.
- Depois da primeira ronda, peça uma alteração, por exemplo uma nova regra de política, e volte a correr o cenário.
A forma como o fornecedor testa e põe em produção essa alteração responde à pergunta 23 melhor do que qualquer diapositivo. O cenário dá também a prova para um 3 nas perguntas 12, 17, 18 e 28.
Some as pontuações com os mesmos pesos
Acorde os pesos antes da primeira demonstração, para que ninguém os ajuste ao seu favorito. A distribuição abaixo é um exemplo: passe pontos para as áreas em que uma falha prejudicaria mais a sua operação.
| Área | Peso de exemplo |
|---|---|
| 1. Âmbito e cobertura do preço | 15 |
| 2. Propriedade dos dados, privacidade e saída | 15 |
| 3. Ligação aos sistemas e registo dos resultados | 20 |
| 4. Passagem para uma pessoa e controlo | 15 |
| 5. Testes de qualidade e novas versões | 20 |
| 6. Telefonia, níveis de serviço e falhas | 15 |
| Total | 100 |
Pontuação da área = (pontos na área / 15) × peso da área. Quinze é o máximo por área: cinco perguntas a 3 pontos cada. Somadas, as seis pontuações de área dão um total de 0 a 100.
Antes de pontuar, assinale três a cinco perguntas eliminatórias, como a 6, a 13 e a 17. Um fornecedor com 0 ou 1 em qualquer pergunta eliminatória fica de fora, seja qual for o total.
Um exemplo prático
As pontuações abaixo foram inventadas para mostrar as contas. O Fornecedor A fez a demonstração mais fluida. O Fornecedor B pareceu mais simples, mas mostrou no cenário o registo dos resultados e o seu processo de testes.
| Área (peso) | Pontos do Fornecedor A | Pontuação do Fornecedor A | Pontos do Fornecedor B | Pontuação do Fornecedor B |
|---|---|---|---|---|
| Âmbito e preço (15) | 12 | 12,0 | 10 | 10,0 |
| Dados e saída (15) | 9 | 9,0 | 12 | 12,0 |
| Ligações (20) | 6 | 8,0 | 12 | 16,0 |
| Passagem para uma pessoa (15) | 8 | 8,0 | 11 | 11,0 |
| Qualidade (20) | 7 | 9,3 | 12 | 16,0 |
| Telefonia (15) | 12 | 12,0 | 10 | 10,0 |
| Total | 54 | 58,3 | 67 | 75,0 |
O Fornecedor A teve também 1 na pergunta 13, que é eliminatória, por isso fica de fora seja qual for o total. A demonstração foi forte na conversa e fraca no que vem depois dela: o registo, o percurso em caso de falha e a versão seguinte.
Sinais de alarme nas respostas
- «Integramos com tudo», sem um mapa campo a campo para os seus sistemas.
- Nenhuma resposta a «o que ouve quem liga quando o vosso sistema está em baixo?»
- A passagem para uma pessoa resume-se a reencaminhar a chamada para um número, sem contexto para o seu colega.
- Resultados de testes apresentados como uma única percentagem global, sem método nem dimensão da amostra.
- Alterações ou atualizações de modelo entram em produção sem a sua aprovação ou sem aviso.
- Condições de saída que dizem que os dados «podem ser disponibilizados», sem formato nem prazo.
Um sinal de alarme é motivo para voltar a perguntar por escrito. Vários na mesma área mostram onde é que o trabalho real iria cair sobre a sua equipa.
Como a DRING responde a estas perguntas
Aplique o mesmo modelo à DRING. Algumas respostas já as podemos dar por escrito:
- Pergunta 21: cada agente da DRING passa por 1 000 a 10 000 conversas simuladas, criadas para a sua empresa, antes da primeira chamada real. São geradas a partir do seu processo, dos seus documentos e das suas gravações de chamadas, e não de um conjunto genérico de testes de referência.
- Perguntas 11 e 12: o HubSpot é a implementação de referência documentada para escolher para quem ligar, fazer a chamada e registar o resultado. O Connect liga o Salesforce, o Freshdesk e outros CRM e helpdesks comuns nas mesmas condições, e os objetos, as permissões, os campos personalizados e as ações exatas são confirmados durante a integração inicial. É possível definir campos de análise adicionais, que são devolvidos da mesma forma pela API, pelo CRM, pelo painel e pelos relatórios.
- Pergunta 14: os serviços para iniciar uma chamada, ver o seu estado e consultar o resultado, bem como os webhooks de ciclo de vida e de resultado, fazem parte do padrão para o processo definido no âmbito do projeto.
- Perguntas 1 e 27: o pacote da DRING é recomendado em função da utilização prevista, da capacidade de chamadas em simultâneo, do número de tipos de agente, dos canais, das necessidades de transferência em direto, do nível de apoio e da profundidade da integração. Quanto a idiomas, há 62 disponíveis e 10 em produção hoje; o seu é validado antes do arranque.
Onde a DRING pode pontuar menos à partida: um CRM de nicho ou muito personalizado é avaliado à parte antes de qualquer desenvolvimento fora do padrão entrar num orçamento. Até essa análise estar feita, a pergunta 11 pode ficar em 2. Um idioma fora do conjunto em produção deve contar como não comprovado para a sua linha até o seu cenário ter sido testado nesse idioma.
Guarde a grelha de avaliação depois de assinar
As respostas que valeram um 3 passam a ser os critérios de aceitação do piloto. O cenário de seis momentos passa a ser o primeiro teste de regressão, para que cada alteração posterior seja verificada com as chamadas que decidiram a compra.
Ponha a DRING à prova com o seu próprio teste
Peça uma chamada de retorno para nos falar do seu processo e das chamadas difíceis que quer testar. Ajudamos a transformá-las num cenário de avaliação comum.